Artur Carvalho de Amaral Gurgel
RODAMOINHO
Publicado em 04/04/2025, por Artur Carvalho de Amaral Gurgel.
Sei-me poeira,
Ora organizada em mim.
Em breve me espalharei.
Quem dera, assim, em algum lugar,
Desse vasto e insondável Universo,
Tu pudesses me respirar,
Se vivo fosses e eu perfume.
Ainda, que sabe,
Me bebesses inebriado,
Eu transmutado em vinho.
Ou, por fim,
Que esteja longe esse dia,
Tu também retornado à galáxia,
virado em poeira e cosmos,
pura poesia,
num rodamoinho de luz,
pudéssemos então bailar misturados,
suspensos, livres na eternidade.
Arthur de Benlhevai
