Fernanda Souza Cachapuz

A linha tênue entre a harmonização e a desarmonização facial


Publicado em 19/10/2021, por Fernanda Souza Cachapuz.

Sem dúvida o assunto mais falado no mundo da estética é a Harmonização facial. Parece que como um passe de mágica é possível deixar o velho... novo! o feio... belo! Tudo sem cortes e sem dor! Parece sensacional ne?

Em um primeiro momento faz-se acreditar que com seringas, agulhas e alguns mls de algumas substâncias é possível deixar qualquer um em um padrão de beleza que até pouco tempo atrás somente alguns privilegiados nasciam: os belos! As mulheres com cara de top model e os homens com cara de lenhador. 

Claro! Conseguimos através do estudo minucioso das linhas da beleza levar mais simetria a face, devolver ou dar volume a uma área do rosto... como por exemplo a área do malar que popularmente chamamos de maçãs do rosto, uma das primeiras a sofrer com a gravidade, com a perda de gordura e também a reabsorção óssea que todos nós mortais vamos ter no processo do envelhecimento. Conseguimos resultados lindos! Quando a execução é bem feita e bem planejada.

Mas tenho visto ultimamente muitas situações em que o resultado é desfavorável e promovem uma desarmonização. 

Peles flácidas sendo preenchidas, como se fossem bexigas. Apenas com o objetivo de esticar. E o resultado final?! Um rosto esticado, grande. Parecendo muitas vezes até inchado. Muito, muito longe de ser delicado. 

 

Bocas em formato de salsichas! Na tentativa de parecer uma raridade chamada Angelina Jolie, parecem mais resultados de uma picada de abelha. Não! Isso não é harmonizar! É o oposto disso. 

Sem comentar que agora o formato do rosto foi estabelecido né? Quase um “Ctrl C Ctrl V”!

Para tudo!!!

Eu amo tudo o que esse novo mercado nos propõe e acho que sim! Devemos nos envaidecer e buscar o belo. Mas vamos buscar o natural, o simplista, o elegante, o delicado... 

No mundo das seringas milagrosas na maioria das vezes o menos será mais.

 

Fernanda Souza Cachapuz